terça-feira, 31 de julho de 2012

Uma noite sem Câmera


Agora um pouco da minha primeira noitada noite na grande Lyon!

Como eu disse, fomos jantar no centro antigo.

Esse tal centro antigo é cheio daquelas vielas bem pequenas, com predinhos residenciais e vários restaurantes com mesas na rua. É um lugar bem "europeu", com arquitetura renascentista. A gente demorou bastante pra escolher um lugar pra comer, em parte porque eu olhava mais pras casas e edificações do que pros menus dos restaurantes. Após uma boa horinha passeando, escolhemos um Bouchon (restaurante típico de Lyon).


Finalmente minha primeira refeição "à Francesa"! 

Um dia sem Câmera

E ontem foi meu primeiro dia de verdade em Lyon. Acordei as 6h30 p tomar café e chegar a tempo na escola pro teste de nivelamento ( que era às 8h ). Lá fui eu, peguei metrô, andei um pouco e lá estou, no meio de mais uns 30 estrangeiros.  Na sala da escola tinha mais 3 brasileiros da UFF, mas eles estavam em outra mesa e acabei mal falando com eles.[3]


Após um tempão desconcertado e meio perdido, encontro o Dello, e finalmente fico um pouco mais sossegado. Cara, como é bom encontrar os brasileiros por aqui! Tanto eu como ele fomos mandados pra turmas com aulas a tarde, a partir das 13h30 ou 14h30 dependendo do dia. Como não eram nem 10h, tínhamos q esperar até a tarde. Enquanto decidíamos o que fazer, encontramos o outro Brafitec que está fazendo o curso lá no Lyon Bleu, o Coquinho.[5]


domingo, 29 de julho de 2012

Perdido em Paris 2


E eu ainda perdido em Paris:

Tendo encontrado um hotel, subi pro quarto, deixei a mala e fui comprar minha passagem de trem. Dessa vez eu encontrei o lado certo da Gare, e foi um pouco mais fácil achar os guichês desse jeito. Já procurei também as plataformas de trem, pra não ter surpresas no dia seguinte. Voltei pro hotel e fui atrás de Wi-Fi pra falar com os meus pais. O roteador estava quebrado, mas uma senhora me apontou um cyber-café bem perto dalí. Pena que fechava em 10 min, então só deu pra escrever uma mensagem bem curta pros meus pais naquele tecladinho sofrível que eles usam aqui na frança. Demorei bem uns 5 minutos só pra conseguir entrar no facebook. Fora o teclado diferente ele ainda não queria aceitar q eu estava na França e ficou pedindo pra eu confirmar o rosto dos meus contatos. 

Depois disso comprei um suco de laranja e fui tomar um banho. Detalhe para a marcação do relógio: fechamento do cyber-café = 20h. Bastante cedo, e o dia ainda estava muito claro. 
Umas 21h eu desci e resolvi perguntar pro dono do hotel se ainda dava tempo de ver a Torre. Qual não foi minha surpresa quando ele disse que eu estava um pouco adiantado e estava cedo pra pegar o pôr-do-sol!!
Meio que quase não acreditando, pedi pra ele me explicar um caminho e "voilá", ele me imprimiu o trajeto do google maps, uma puta ajuda. Dessa vez eu já não me perdi muito - é quase impossível, pelo número de turistas fazendo o mesmo trajeto. se você seguir o fluxo você acaba na torre rs - e cheguei lá a tempo de ver o pôr-do-sol!! (atenção para a minha super-montagem de paint)



Pelo que eu vi por lá, não fui o único a ter essa idéia, estava muito cheio o lugar . Mas não é à toa. Além de a torre ser incrível, vê-la se iluminando é realmente inesquecível. E pensar que eu quase deixei de ir até lá!!  Como eu realmente tinha chegado um pouco cedo, dei uma volta pelo parque, e tinha um músico de rua tocando "Garota de Ipanema"!
Além dos músicos, o número de ambulantes é perturbador, e alguns deles são bem incisivos. Tinha vários vendendo vinho/champagne, achei bem interessante.

Assim que anoiteceu - diga-se de passagem que passava das 23h - eu voltei ( e o medo de não me achar depois ) e fui procurar algum lugar pra comer perto do hotel. Os restaurantes franceses pareciam estar fechados, então eu comi numa barraquinha de um turco. O lanche estava bem gostoso, e foi engraçado comer ouvindo aquelas músicas BEEEM estereotípicas.

Hoje cedo ( bem cedo, eu acordei as 6h30 daqui, foi muito estranho ) eu dei uma volta a pé pra ver o lugar, voltei pro hotel, peguei minhas coisas e fui pra Gare pegar o trem. A viagem foi muito gostosa, e eu notei que aqui eles tem muitas plantações de uns cilindros bem estranhos. Se alguém souber o que é me explica, por que eu não entendi foi nada.




E taí meu dia em Paris que mais parece uma semana!

Perdido em Paris

Continuando minha saga:

Após todo aquele momento instrospectivo de "FODEO NGM AQUI FALA MINHA LINGUA E EU NAO TENHO AMIGOS", eu fui procurar um ônibus pra ir pro centro de Paris. Foi bem fácil, tem muitos caras oferecendo táxi (em português/espanhol, algo assim) e eles foram apontando o ponto do ônibus. Passagem comprada, entrei no ônibus e entreguei a passagem ao motorista. Pena que ele tenha recusado e mandado eu colocar numa maquininha que só "mordia" ( ou, como é o nome certo, compostava ) e devolvia o bilhete. No ônibus tinha uma família de brasileiros bastante gente fina que estava vindo passear e encontrar a filha que estava morando na alemanha (salvo engano meu, CLARO). Ajudou um pouco a quebrar minha tensão por um tempo.

Mas saindo do busão a tensão voltou em triplo. Eu já estava em Paris, mas até então sem lugar pra ficar e sem passagem pra chegar em Lyon. Eu tinha endereço de 2 hotéis próximos de onde eu estava, mas não achei nenhum deles. Indo procurar o primeiro, parei quando notei que dei a volta no mesmo quarteirão 3 vezes - achando que estava indo pra outro lugar - eu parei pra perguntar. Quando eu acabei de novo no mesmo lugar eu decidi ir atrás do outro, e achei. Só que ele estava fechado!! Do lado tinha um outro, mas o quarto estava muito caro pro meu momento universitário.

Com cara e coragem  mala e cuia eu entrei num metrô e fui procurar a Gare de Lyon, de onde eu sairia no dia seguinte. Claro que eu não achei de primeira o caminho. Errei umas 2 vezes a direção, desci uma vez na conexão errada... Tudo com os singelos 30kg de mala, CLARO. Depois de tudo isso eu ainda me perdi DENTRO DA GARE, não achava a saída por nada no mundo. A Gare é muito grande, e é bem bonita também.



Enfim, lá eu estava com o endereço de mais 2 lugares, um hostel e um hotel. Não usei nenhum dos dois. Após dar uma volta na Gare - óbvio que eu consegui sair pelo lado errado - eu vi uma placa de hotel e fui sequíssimo até lá. Preço amigável, com café-da-manhã incluso, entrei rapidinho antes que viesse outro pegar o quarto. Foi uma ótimo escolha, os donos eram gentis e ultra-preocupados.

Acho q foi mais ou menos nesse momento que a minha mala começou a quebrar. Não sei bem ao certo, mas quando saí do hotel hoje cedo a mala tinha rodinhas a menos. Chegando a Lyon já não tinha nenhuma.

Não é mais que um Até Logo

E há 2 dias eu estava no aeroporto internacional de Guarulhos entrando num avião, com os olhos ainda inchados da despedida do Brasil.
Eu achei que seria bem pior, na verdade, mas a surpresa do Pessoal Dahorinha deixou tudo muito mais fácil.  Já explico: enquanto eu estava achando na minha cabecinha limitada que iríamos a SP só eu, meus pais e minha irmã, estava tudo planejado para irmos com meus amigos numa van, vejam só!
Foi um grande baque, e a surpresa me deixou muito feliz. A viagem foi muito longa ( pareceu que a gente demorou umas 3h ), mas a presença deles deixou tudo um pouco mais leve, descontraído. 
Lá no aeroporto, aquela bagunça. Imaginem só, eu com um "comitê" de despedida!!






Esse apoio todo deixou tudo muito mais fácil, acreditem.


Ainda assim, na hora de ir embora não deu pra segurar. Entrar numa sala sabendo que você vai ficar 2 anos fora antes de voltar é muito doloroso. Por mais que seja, com certeza, uma oportunidade única, uma chance incrível e blábláblá, são 2 anos longe de casa, de tudo o que eu conheço.
Em cada momento a ficha que já tinha caído vai se afundando no chão, perfurando um pouco o piso. Chegar no aeroporto em Paris e ouvir tudo e todos só em francês e inglês me assustou  bastante. Mesmo entendendo o francês, isso não muda o fato de que se eu pirar não tem ninguém pra eu falar português.


Vou dividir o post, porque ainda tem muita história até eu chegar em Lyon, de onde eu tô escrevendo.

domingo, 22 de julho de 2012

O que fazer num Domingo à Noite

A menos de uma semana da viagem pra França. 
Parece que a ficha finalmente caiu, e já estou pirando. Durmo cada vez menos, já não consigo mais ficar na cama direito, e acordo todo dolorido.

Só falta fechar a mala e pegar o avião. Despedidas concluídas, apesar de ainda ter muita cerveja e  duas tequilas na geladeira de casa. Em casa, no sábado, foi uma calmaria, acabou que não bebemos quase nada. E eu também nem fiquei mal, já que tinha gastado toda a deprê no dia anterior, na pré-vigília com o escoteiro. 

Lá sim, foi uma tensão que não acabava mais. Despedir do Clã assim, antes dos 21, sabendo que quando voltar já serei chefe, foi bem estranho. Eu não conseguia olhar pra fogueira sem ter mil flashbacks de acampamentos, e o Hildo e a Gabi me lembrando histórias - de desde quando eu entrei no movimento escoteiro- ajudaram bastante a ficar emocionado. Eu segurei legal até a Denise começar, daí não deu mais. 

E agora eu já corto pra cena em que eu estou aqui, na frente do PC, fazendo este post enquanto passa alguma reportagem inútil no Fantástico. Meus pais estavam me perguntando o que eu vou fazer lá nos domingos. 

É estranho pensar que eu também não sei.

sábado, 14 de julho de 2012

A linda da minha prima Giulia teve a idéia de fazer isso durante o aniversário da minha irmã, já que ela me viu repetindo essas informações 32.879.204 vezes. Eu resolvi fazer mesmo, acho que vou até imprimir pra levar na carteira d hoje em diante.





Incursões Intra-estaduais

E como não podia deixar de ser, continua a temporada de despedidas. Essa semana foi a vez dos parentes do interior. Após 4 horas de estrada, foram 2 dias entre tios e avós. E nessa encontrei até mesmo minhas priminhas  primas de São Paulo, que estão de férias e foram pra lá. Continua muito estranho ficar ouvindo "acho que é a última vez que te vejo antes da viagem", apesar do número de vezes que já ouvi isso.

 Enfim... Como a cidade é bem pequena, a programação em geral era ficar conversando, e eu acabei conseguindo até correr um pouco. E descobri que estou mega-enferrujado, dava 15 minutos e já tava respirando fundo, uma tristeza.

Na sexta-feira, já em casa, comecei finalmente a arrumar as malas. Foi uma loucura, minha mãe quis se intrometer e já queria fechar a mala e me mandar embora, acabou com os dois um estressado com o outro. Mas passou, e eu fui com meu pai comprar as passagens pra eles irem me visitar no fim do ano. Agora é fato consumado, vou viajar pela Itália com minha família no fim do ano.

Hoje rolou a despedida do Capitão, lá em Campinas. O tempo colaborou muito, foi um dia incrível. Eu até joguei futebol, surpreendendo a todos. Eu não podia deixar o Vini pagar esse mico sozinho, então entrei na roda. 
Lá mesmo, eu encontrei a galera que conseguiu resultado do Ciência Sem Fronteiras essa semana, consegui parabenizar a todos pessoalmente. Eu estava tão feliz por eles que acabei quase esquecendo a parte em que todos vamos embora por um ou dois anos, foi bem estranho. Eu digo "quase" por que vez por outra eu olhava pra todos e pensava no quanto eu vou sentir falta disso.

domingo, 8 de julho de 2012

Itu City - ou quase

E após as tão temidas despedidas, voltei para Itu. E quando eu pensava que ia conseguir sentar e arrumar tudo, me vejo arrumando malas pra ir pra São Paulo buscar o visto.
Voltando pra casa, aniversário da minha irmã no fim de semana.
Hoje, sentado escrevendo isso, não estou ainda mais calmo, essa semana vou pro interior fazer mais visitas. 


E assim, correndo atrás disso aqui, e daquilo acolá, acabou que ainda não tive tempo pra arrumar nada, e não terei tão cedo.